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Posts sobre:   controle emocional

Torcendo para chover canivetes? É mais fácil lidar com o seu medo de falar em público.

Semana passada, apliquei um treinamento de técnicas de apresentação para uma equipe altamente técnica, que costuma trabalhar muito mais na frente do computador analisando dados do que fazendo apresentações.

Uma participante chamou muito a minha atenção. No começo do dia, pedimos para cada um escrever o seu ponto forte como apresentador. A resposta dela foi “nenhum”. Disse que torceu para chover canivetes para poder fugir do treinamento. O medo de se expor era gigantesco. Ela compartilhou que sempre buscava qualquer desculpa para não ter que se apresentar, mesmo sabendo que isso poderia ser um fator que a impediria de subir na carreira.

A grande surpresa veio na vez dela se apresentar: eloquente, simpática e segura. Foi excelente! Entretanto, a única pessoa que não aproveitou a apresentação foi ela mesma, que sofreu antes e durante a atividade.

Algumas vezes, encontramos nos treinamentos algumas pessoas com potencial incrível, mas que perdem oportunidades devido ao medo do desconhecido. E nós sabemos, superar esses medos é extremamente difícil. Precisa de muita coragem, esforço e prática para, aos poucos, sair da nossa zona de conforto.

Sei que muitos de vocês que estão lendo passam por dificuldades parecidas para falar em público, por isso deixarei algumas dicas que costumamos dar nos nossos cursos de técnicas de apresentação:

Pratique uma respiração profunda: não tem misticismo, é pura biologia. Respirar profundamente, com uma expiração mais longa que a inspiração, diminui o batimento cardíaco, o que ajuda a relaxar a mente. Faça isso antes e durante a apresentação.

Visualização positiva: já percebeu como rapidamente a sua mente começa a criar um cenário apocalíptico antes da apresentação (vai dar branco, todo mundo vai fazer perguntas que você não sabe responder, ninguém vai prestar atenção)? Combata o seu cérebro! Feche os olhos e imagine o começo da apresentação: todos estão interessados, você está falando muito bem, as pessoas fazem perguntas interessantes e você sabe as respostas! Isso ajuda a retirar as armadilhas mentais e te prepara para uma apresentação melhor.

O treinamento serve como um empurrão, mas o trabalho de evolução e desenvolvimento de verdade tem que vir da pessoa. Espero que consigam superar os seus medos e atingir todo o potencial que têm!

Se você estiver interesse em dicas sobre como elaborar uma boa apresentação leia esse artigo publicado no nosso blog: 7 perguntas para se fazer antes de preparar uma apresentação.

O que fazer quando o colaborador perde a motivação por causa da ansiedade, raiva ou depressão?

Hoje continuarei a discussão sobre as armadilhas da motivação. A terceira armadilha ocorre quando usamos argumentos racionais para estimular a ação de uma pessoa dominada por emoções negativas tais como: ansiedade, raiva ou depressão.

Para você, a solução pode ser óbvia, mas para quem está emocionalmente afetado fica muito mais difícil aceitar sugestões, mesmo que sejam as melhores soluções para seus problemas. O véu da emoção distorce a visão do outro e, portanto, precisa ser retirado para que a pessoa possa estar receptiva aos seus argumentos.

A solução é praticar a empatia e utilizar a escuta ativa.

No início da conversa, manifeste o seu desejo de entender os motivos pelos quais a pessoa está chateada. Faça perguntas para entender o seu ponto de vista sobre o problema e suas principais causas. Evite julgamentos, não concorde nem discorde, simplesmente escute o que está sendo dito. Parafraseie o que ela acabou de falar e pergunte se seu entendimento está correto. Caso não tenha entendido corretamente, peça desculpas, demonstre interesse e reformule suas perguntas para dar a oportunidade do outro explicar novamente.

Quando a pessoa percebe que foi entendida, sua emoção negativa é suavizada.

Dependendo da situação, pode ser útil dizer que você quer pensar melhor sobre o que foi dito e agendar um horário no dia seguinte para discutir o assunto. Isso geralmente ajuda o outro a ganhar mais controle sobre suas emoções. Se as emoções não se suavizarem com tempo e esforço, pode ser aconselhável ajudar o colaborador a ter acesso a um coaching ou terapia.

Além disso, não é fácil lidar com as emoções dos outros, pois as nossas próprias emoções também podem vir à tona. Nesses momentos, manter o controle emocional é essencial ao interagir com alguém com emoções à flor da pele.

Resumindo: para motivar pessoas que estão sob fortes emoções negativas, primeiro cuide do seu controle emocional, depois acolha a pessoa emocionalmente, praticando a empatia e a escuta ativa, e finalmente ajude-a a visualizar as melhores opções para resolver seus problemas.

Mas não se esqueça que seu colaborador pode estar perdendo a motivação por outros motivos, quando você conversar com ele terá uma melhor noção do problema. Caso você esteja lidando com uma pessoa que está com autoestima afetada ou a confiança em si mesma alterada, leia outras dicas no texto: Armadilhas da Motivação #2 – Desequilíbrio da autoconfiança. Por outro lado, caso seu colaborador esteja desmotivado ao realizar algumas tarefas específicas, leia este texto Armadilhas da Motivação #1 - Valores Incompatíveis. Ele irá te ajudar a identificar os valores que seu colaborador possui. Tendo uma melhor visão do que ele valoriza, você conseguirá mostrar como os interesses e valores dele se conectam com a tarefa a ser realizada, o que trará uma motivação mais genuína.

Na próxima semana postaremos o último texto dessa série. Não perca!

Até mais!

Como controlar suas emoções durante uma conversa difícil

Risco

É difícil não se desgastar emocionalmente quando você está numa conversa tensa. Afinal, uma desavença pode fazer com que você se sinta ameaçado. Você tem medo de que tenha de desistir de algo: do seu ponto de vista, da maneira como você está acostumado a fazer alguma coisa, da noção de que você está certo, ou talvez até mesmo do seu poder sobre alguma coisa - e seu corpo, portanto, aumenta a luta ativando o sistema nervoso simpático. Esta é uma resposta natural, mas o problema é que nossos corpos e mentes não são particularmente bons para discernir entre as ameaças apresentadas por não conseguirmos que as coisas sejam feitas do jeito que nós haviamos planejado e a ameça de estarmos sendo perseguidos por um urso. Seu ritmo cardíaco e respiração aumentam, seus músculos enrijecem, o sangue em seu corpo se afasta de seus órgãos e é provável que você se sinta desconfortável.

Nada disso coloca você em um bom estado de espírito para resolver um conflito. Se o seu corpo entra no modo “luta ou fuga”, ou o que Dan Goleman chamou de “sequestro da amígdala”, você pode perder o acesso ao córtex pré-frontal, a parte do seu cérebro responsável pelo pensamento racional, e tomar decisões racionais é precisamente o que você precisa fazer em uma conversa difícil. Não só você está perdendo a capacidade de pensar com clareza, mas é provável que o seu interlocutor ainda perceba os sinais de estresse: seu rosto ficando vermelho, o ritmo de sua fala acelerando. Além disso, devido aos neurônios espelho, que nos fazem “espelhar” as emoções de outra pessoa, seu colega provavelmente começará a se sentir da mesma maneira. Antes que você perceba, a conversa descarrilou e o conflito se intensifica.

Felizmente, é possível interromper essa resposta física, gerenciar suas emoções e abrir o caminho para uma discussão produtiva. Há várias coisas que você pode fazer para manter a calma durante uma conversa ou para se acalmar se você tiver se esgotando.

Respirar: Técnicas simples de mindfulness podem ser sua melhor ajuda em situações tensas, e nenhuma é mais direta e acessível do que usar sua respiração. Quando você começar a perceber que está ficando tenso, tente focar na sua respiração.  Observe a sensação do ar que entra e sai dos seus pulmões. Sinta-o passar pelas narinas ou pela parte de trás da garganta. Isso tirará sua atenção dos sinais físicos de pânico e mantê-lo centrado. Alguns especialistas em mindfulness sugerem contar a sua respiração – inalar e soltar o ar contando até seis ou apenas contar cada vez que você solta o ar, indo até 10 e depois começar novamente.

Focar no seu corpo: Permanecer sentado enquanto você está tendo uma conversa difícil pode fazer as emoções irem se acumulando ao invés de dissipar. Os especialistas dizem que ficar de pé e caminhar ajuda a ativar a parte pensativa do seu cérebro. Entretanto, se você e seu interlocutor estiverem sentados em uma mesa, você pode ficar hesitante em se levantar repentinamente. Em vez disso, você pode dizer: “Estou sentindo que preciso me esticar um pouco. Você se importa que eu ande um pouco?”Se ainda não se sentir confortável, pode fazer pequenos movimentos físicos como cruzar dois dedos ou apoiar seus pés firmemente ao chão e sentir o que o chão parece no debaixo do seu sapato. Os especialistas da Mindfulness chamam isso de “ancoragem”. Ela pode funcionar em todos os tipos de situações estressantes.

Tente dizer um mantra: Este é um conselho da Amy Jen Su, sócia-gerente da Paravis Partners e co-autor do Own the Room. Ela recomenda que você crie uma frase que você possa repetir para lembrá-lo para manter a calma. Como sugestão você pode tentar falar as seguintes frases: “O problema não é comigo”, “Isto irá passar” ou “Isto é sobre o negócio ou sobre trabalho”

Reconheça e rotule seus sentimentos: Outra tática útil vem de Susan David, autora de Emotional Agility. Quando você está se sentindo emocional, “a atenção que você dá aos seus pensamentos e sentimentos enche a sua cabeça portanto não há espaço para examiná-los”, diz ela. Para se distanciar dos seus sentimentos é bom rotulá-lo. “Chame um pensamento de pensamento e uma emoção de uma emoção” diz David. Então ao invés de pensar: “Ele está tão errado sobre isso e está me deixando louco” pode-se substituir “estou pensando que meu colega de trabalho está errado e estou sentindo raiva.” Rotular os seus pensamentos faz você vê-los como o que eles realmente são: “fontes transitórias de dados que podem ou não ser úteis”. Quando você coloca esse espaço entre essas emoções e você, é mais fácil deixá-las ir e não enterrá-las ou deixá-las explodir.

Dar um tempo. Na minha experiência, esta é uma abordagem pouco utilizada. Quanto mais tempo você se entrega para processar suas emoções, elas tendem a ser menos intensas. Então quando as coisas esquentarem, você pode precisar pedir licensa por um momento e pegar uma xícara de café ou um copo de água, ir ao banheiro ou dar um breve passeio pelo escritório. Certifique-se de dar uma razão neutra do porquê você quer se levantar e pausar a conversa. A última coisa que você quer é que seu interlocutor pense que as coisas estão tão mal que você está desesperado para escapar. Tente dizer algo como: “Sinto muito por interrompê-lo, mas eu adoraria pegar um café antes de continuar. Posso pegar algo para você?”

Tenha em mente que, provavelmente, você não é o único que está chateado. É provavel que seu interlocutor também esteja experimentando raiva e frustação. Mesmo que você queira dar ao seu colega o conselho acima, tenha em mente que ninguém quer ser informado de que ele precisa respirar mais profundamente ou fazer uma pausa. Pode ser que você esteja na situação em que você só precisa deixar a outra pessoa respirar. Isso geralmente é mais fácil dizer do que fazer. É difícil não gritar quando você está sendo atacado, mas isso não vai ajudar. Jeanne Brett, professora de resolução de disputas e negociações na Kellogg School of Management, sugere visualizar as palavras do seu colega de trabalho passando sobre seu ombro e não batendo em você no peito. Mas não se desconecte: é importante mostrar que você está ouvindo. Se você não alimenta a emoção negativa do seu interlocutor com as suas emoções, é provável que elas terminem.

Vamos encarar. Conflitos com colegas de trabalho podem ser difíceis. Mas você não vai resolver os problemas ou manter uma relação positiva se você virar um trator quando estiver irritado. Essas cinco táticas irão ajudá-lo a sair do estado de raiva ou irritação e ficar mais calmo e pensativo para conseguir resolver a situação.

Fonte: How to Control Your Emotions During a Difficult Conversation
Amy Gallo | 01 Dezembro, 2017

O segredo de lidar com pessoas difíceis

Como lidar com pessoas difíceisEm algum momento você sentiu-se tenso, irritado ou intimidado pela atuação de outra pessoa? Quantas vezes sentiu-se prejudicado por pessoas que não te ouvem, ficam  com o crédito pelo trabalho que você faz, gastam seu tempo com problemas pequenos, fazem demandas exageradas, menosprezam a sua atuação, criticam e reclamam de tudo?

Pessoas difíceis fazem parte da sua vida e, se você não souber cuidar de si mesmo, podem afetar sua atuação e desempenho.  O comportamento agressivo tende a deixa-lo em estado de alerta, o outro representa uma ameaça e  ativa o seu instinto de sobrevivência. Este problema torna-se ainda maior quando esta pessoa faz parte do seu cotidiano de trabalho ou social: gestores, colegas de trabalho ou alguém da família.

O ser humano tem a necessidade emocional de sentir-se valorizado e aceito, o que aumenta a sensação de segurança e contribuí para o equilíbrio emocional. Quando sente-se ameaçado, a tendência é de assumir o papel de vítima e culpar o outro como forma de autopreservação e proteção. As pessoas acabam cedendo ao desejo do outro, abrem mão da oportunidade de influenciar e de defender seus próprios interesses. Apesar de causar um certo alívio temporário, esta estratégia tende a ser improdutiva e não resolve o problema.

A questão inicial nesta situação não é o comportamento do outro, mas sim como você deixa-se afetar por este comportamento. Portanto, a solução passa pela mudança na sua forma de ver a situação e de escolher as melhores respostas para posicionar-se e defender seus interesses.

Ao invés de usar a lente da vítima e perceber-se impotente para lidar com a situação, você pode utilizar outras lentes que fortalecerão suas competências para lidar com estas situações de desconforto.

A lente do otimismo realista: faça duas perguntas reflexivas quando estiver sentindo-se injustiçado:

"Quais são os fatos dessa situação?"

"Qual é a história que eu estou contando para mim mesmo com esses fatos?"

Estas perguntas permitem que você veja a situação como um observador, que se retire da experiência e não reaja a ela. Além disso, mostra que há mais de uma forma de olhar para a situação. Otimismo realista é um termo utilizado pela psicóloga Sandra Schneider que significa olhar para a situação de forma esperançosa e subverter esses fatos. O objetivo é seguir em frente, tentar não sentir a ameaça e explorar as melhores maneiras de ver a situação.

A lente reversa: veja a situação pelos olhos do outro, procure entender como ela está vendo a situação. Isto não significa sacrificar seu ponto de vista, mas ampliar sua visão. Com a lente reversa, deve se perguntar:

O que essa pessoa está sentindo?

De que forma estou contribuindo para este sentimento?

O que ela está tentando me dizer e eu ainda não percebi?

Uma das maneiras mais poderosas de reencontrar o seu valor é utilizar a empatia para entender e apreciar a perspectiva da outra pessoa.

A lente longa: esta lente fornece uma alternativa para olhar além do presente, para um futuro melhor. Pergunte a si mesmo:

Independente de como estou me sentido, como posso tirar proveito da situação e aprender algo?

De que forma esta situação pode contribuir com meus objetivos pessoais e profissionais?

A maior lição que podemos tirar é que a nossa forma de ver a situação contribui fortemente com a forma como nos sentimos e reagimos. Portanto, para sentir-se mais seguro e ter mais equilíbrio diante das situações, mude as lentes e a forma de ver o situação para tornar o ambiente e a sua qualidade de vida muito melhores.

Fonte:
The Secret to Dealing With Difficult People: It's About You
Tony Schwartz   October 12, 2011

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