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Medo

Este artigo não está baseado em pesquisa científica ou estudo acadêmico, é a minha visão de como a mente funciona e de como podemos lidar com ela.

A mente interpreta os sinais do ambiente e reage, imediatamente, colocando o corpo em estado de alerta e liberando toda a química para que possamos fugir ou lutar contra as ameaças que estão por vir. Este mecanismo garante nossa sobrevivência.

O problema acontece quando a mente se comporta como uma mãe superprotetora que aumenta a gravidade das situações, cria cenários muito piores do que a realidade e provoca muito mais estresse do que o necessário. Isto tende a acontecer em momentos de muita incerteza e insegurança como o que estamos vivendo atualmente

O que fazer para acalmar essa mente e ter comportamentos adequados, produtivos e com menos estresse?

Tenha cuidado com as informações que alimentam a sua mente. Jornais, Whatsapp, Facebook e muitos outros meios de comunicação podem expor sua mente a notícias alarmantes, algumas verdadeiras e outras não. É preciso saber filtrar as informações e analisá-las com cuidado, evitando o sensacionalismo que pouco informa e muito preocupa.

Crie alguns momentos de leveza e diversão para acalmar a mente. Veja mais comédias, desenho animado, brinque com crianças, tenha animais, reveja fotos de momentos felizes, converse sobre bons acontecimentos do passado ou planeje um futuro mais positivo. Mantenha contato frequente com pessoas com postura mais positiva, motivada e confiante.

Este comportamento acalma a mente e produz mais relaxamento para o seu corpo.

Procure observar seus comportamentos e ter consciência sobre como está sendo afetado pela situação e se suas reações são as mais adequadas para enfrentar a situação. Por exemplo, ser cuidadoso ao atravessar a rua é uma resposta positiva ao medo de ser atropelado, deixar de atravessar a rua seria um exagero.

Não brigue com a sua mente, aceite o que ela está comunicando, aproprie-se da emoção para depois escolher conscientemente o que deve fazer.

Uma forma prática e muito eficaz de fazer isso é recomendada pelo Mestre Budista Thich Nhat Hanh, autor do livro “Medo - Sabedoria indispensável para transpor a tempestade” (Editora Vozes). Sempre que você sentir medo, em qualquer situação, repita o seguinte mantra:

Eu inspiro consciente do meu medo,

Eu expiro acolhendo e sorrindo para ele.

Ao repetir este mantra por algumas vezes, coordenando com uma respiração longa, lenta e profunda, você comunica para sua mente que entendeu a mensagem e que tomará os cuidados necessários. A mente mais calma permitirá que você tome as decisões com mais clareza, objetividade e menos desgaste.

Vida no Ashram

Meus sinceros votos de que você e sua família estejam bem e que todos possam sair desta situação com muita saúde, harmonia, serenidade e paz. Além de superar a pandemia, acredito que devemos nos preparar e fortalecer para enfrentar os novos desafios no ambiente pós-pandemia.

Um pouco antes da pandemia ser anunciada, vivi alguns dias em um Ashram na Índia. Esta experiência tem me ajudado muito neste período de confinamento, no qual minha preocupação não se limita apenas aos cuidados para evitar o contágio ou ser agente de contágio, mas sim nos efeitos de médio e longo prazo que esta situação causará na saúde física e mental de cada pessoa e também nos impactos que causará nos relacionamentos mais próximos. Em nenhum momento da história recente, convivemos tanto tempo seguido em um espaço tão limitado.

O ashram é uma comunidade de Yoga que tem como propósito o desenvolvimento espiritual dos seus discípulos, assim como contribuir na melhoria da qualidade de vida de milhares de pessoas carentes que vivem naquela região. Este ashram, criado por Swami Satyananda e seus seguidores, tem sido uma fonte de desenvolvimento e inspiração para a região, fundamentando-se no respeito e valorização da mulher, na formação dos jovens e na saúde dos mais necessitados.

O ashram, ao contrário do que muita gente pensa, não é um lugar onde as pessoas ficam praticando posturas difíceis de Yoga ou sentadas em meditação o tempo todo. Na verdade, a prática do Yoga e a meditação acontece através do trabalho cotidiano, seja na limpeza dos prédios, na cozinha ou no atendimento ambulatorial às pessoas carentes.

Este verdadeiro oásis no centro de uma das regiões mais pobres da Índia é um exemplo de como, a partir de um núcleo forte e consistente, pode-se irradiar saúde, crescimento e felicidade. Todas as atividades e relacionamentos são direcionados pelos seguintes valores: servir, doar e amar.

Alguns aprendizados do ashram que podem ajudar a transformar nossas casas em oásis no meio deste ambiente de incertezas e ameaças:

Disciplina: as regras de comportamento e os horários das atividades são cumpridos com rigor.

Compaixão: olhar para cada pessoa e ver o melhor dela, entender e respeitar a sua forma de ser e sentir. Ser capaz de sentir a dor do outro e fazer o bem para ele, sem esperar por reconhecimento ou algo em troca.

Limpeza: o cuidado com a manutenção e limpeza dos ambientes é parte da rotina diária. Deixar os sapatos do lado de fora dos prédios é uma prática que vem de muito antes do Corona Vírus.

Perfeição: tudo que precisa ser feito deve ser feito com muito cuidado, sem pressa e com muita dedicação. O foco na atividade é uma forma de manter-se no presente, sem deixar-se perturbar pela mente inquieta.

Tolerância: evitar julgamentos e aceitar as pessoas como elas são, porque provavelmente elas estão dando o melhor que podem dar de si mesma. Nestes tempos de recolhimento, é importante reconhecer que os outros, assim como você, também ficam estressados e irritados com mais facilidade.

Colaboração: não basta cada um dar o seu melhor, é preciso trabalhar em conjunto visando o bem-estar da comunidade. Neste sentido, algumas vezes você tem que abrir mão da sua posição de conforto e arregaçar as mangas para ajudar aos demais.

O ashram é um lugar austero, com situações e condições que testam os seus limites. Por isso, acaba sendo um grande laboratório para o autoconhecimento, para entender como você é afetado pelo que acontece ao seu redor e como lida com isto. A consciência é o primeiro passo para o crescimento intelectual e espiritual.

Talvez este confinamento seja o período que precisamos para ampliar nosso autoconhecimento e rever nossos hábitos para estarmos prontos física, mental e espiritualmente para enfrentar os desafios de um mundo que certamente será muito diferente do qual estávamos acostumados.

1 minuto de reflexão para avançar sua carreira

Para conseguir ter resultados melhores em menos tempo, é importante refletir sobre o que estamos fazendo hoje para ter uma visão melhor de como melhorar nossas estratégias para atingir as metas no futuro.

Entretanto, a maioria das pessoas afirmam que não conseguem encontrar tempo para reflexão, pois a rotina diária é muito corrida. Por isso, separei algumas dicas que só tomarão um minuto do seu dia. É apenas um minuto por dia para refletir sobre sua carreira e trabalho!

Neste um minuto, faça as seguintes perguntas para você mesmo:

O que eu fiz hoje?

O que funcionou e o que não funcionou?

O que eu aprendi?

O que farei de forma diferente amanhã?

Esse minuto facilitará a retenção dos principais aprendizados do dia e te ajudará a organizar a sua mente para o dia seguinte, especialmente para pensar no que pode mudar.

Quando esse um minuto diário se tornar um hábito, comece a separar 2 minutos por semana para refletir sobre essas duas outras questões:

Eu estou satisfeito com o que fiz na última semana?

Em que preciso focar na próxima semana?

Faça essas reflexões por um mês e veja que mudanças aconteceram no seu comportamento, pois o hábito de refletir nos ajuda a correr atrás do que nós realmente queremos.

Se gostar dos resultados, sugiro que separe dez minutos do seu dia para manter um diário com reflexões. O diário te ajuda a refletir mais profundamente, sedimentar as reflexões e tomar decisões para o futuro. Além disso, conseguirá observar melhor a sua evolução ao reler o diário no futuro. Veja mais nesse post como manter um diário.

Enfrentando o medo de mudanças

Um dia eu estava conversando com meu chefe sobre uma palestra que assisti com Cy Wakeman intitulada “No Ego: How Leaders Can Cut the Cost of Drama, End Entitlement and Drive Big Results.” (Sem Ego: Como os líderes podem cortar o custo que o drama causa e liderar os colaboradores a alcançarem grandes resultados).

Essa palestra falava um pouco sobre o drama que as pessoas costumam fazer e como isso afeta o nosso ambiente de trabalho. Nós conversamos muito sobre esse assunto e, em um determinado momento, meu chefe me disse que era um conteúdo muito interessante e que gostaria que eu escrevesse um texto sobre isso para o blog da empresa. Minha reação instantânea foi falar: “não, eu acho que eu ainda não estou pronta!”. Ele só me respondeu: “Você percebeu o que está fazendo?”

A reação que eu tive foi ir um pouco para trás, estava entrando na defensiva, quando percebi o que estava fazendo: Drama! Tínhamos passado a última meia hora conversando sobre como evitar esse tipo de comportamento e minha primeira reação a um novo desafio foi fugir dele! Comecei a pensar em tudo que havíamos conversado e repeti para ele uma frase que eu tinha dito no meio da conversa: “Mudanças são mais difíceis para quem não está pronto”. Mudei minha atitude dizendo: “Estou pronta”. Por isso, resolvi escrever sobre esse assunto analisando com cuidado dois pontos sobre este acontecimento:

O primeiro é que as mudanças são mais difíceis para quem não está pronto. Há uma diferença entre saber que você tem de mudar e realmente fazer a mudança. Apesar das pessoas, racionalmente, saberem que mudar é o caminho mais apropriado para terem sucesso, internamente podemos sentir que não deveríamos estar seguindo aquele caminho. Muitas vezes isso ocorre pelo nosso medo da mudança. E o medo pode nos paralisar. Observe o meu exemplo: Hoje, meu chefe me ajudou a ter um insight do que eu estava evitando por causa do medo. Foi nesse momento que percebi que estava pronta para um desafio novo!

O segundo ponto que quero analisar é o papel do líder. É de extrema importância termos líderes que instigam a nossa mudança e nos mostram que estamos prontos para sermos melhores. Foi isso que meu chefe fez hoje! Na palestra, Cy Wakeman mostra que os líderes não deveriam julgar, principalmente que nunca devemos nomear as reações das pessoas, pois a nossa dor começa quando nós as nomeamos. Meu chefe seguiu o conselho dela! Em vez de falar “não seja medrosa”, ele me ajudou e me instigou a perceber o que estava fazendo. Mas como exatamente ele fez isso?

Nós estávamos falando sobre “drama” e da importância do líder ajudar seus colaboradores a eliminar esse drama da vida deles por meio de processos mentais que criem maior autoconsciência. Esse tipo de liderança é bem difícil de exercer! É mais fácil ver um problema e resolvê-lo. Ajudar o outro a chegar nas suas próprias soluções é mais difícil no começo, mas, no futuro, o líder terá menos trabalho, pois seu colaborador será mais independente! No meu caso, meu chefe estava me ajudando a me desenvolver profissionalmente, me deixando mais independente e me ajudando a facilitar o trabalho dele. Pode ser que você, seu colaborador ou um colega de trabalho acredite que não seja capaz de fazer algo, mas é importante criarmos consciência de que isso pode ser apenas a nossa mente nos levando por um caminho que nem sempre é o correto.

É importante pararmos de acreditar em tudo que pensamos. Nossa mente pensa coisas boas e ruins, e nem tudo de ruim que pensamos é verdadeiro! Às vezes, o medo que você sente está dentro da sua cabeça e te impede de fazer algo porque você acredita que não consegue. Quando perceber que isso é só uma criação da sua cabeça, estará pronto para a mudança.

Se você tiver interesse em ler mais sobre mudanças você pode assessar esse artigo: Mudança não é fácil para ninguém. Esse texto te ajudará a refletir sobre não desistir de mudar quando encontrar dificuldades no seu caminho.

5 Dicas para ser mais eficiente e ter menos estresse

Neste mundo digital estamos sempre conectados, fazendo muitas coisas ao mesmo tempo. Apesar da tecnologia nos ajudar, às vezes não nos deixa descansar de uma forma saudável! Existe uma quantidade muito grande de informações vindo de todos os lados de uma forma muito rápida. Ou seja, nosso cérebro está sempre sobrecarregado de informações (úteis e inúteis) que colaboram para nos estressar cada vez mais.

Esse é um dos motivos pelo qual a Yoga, meditação e mindfulness vêm ficando cada vez mais populares nos últimos 15 anos. As pessoas já perceberam que precisam de um escape, algo que as desconecte do mundo digital de forma saudável. Quando aprendemos a eliminar atividades inúteis, passamos a ter uma vida mais leve, com muito menos estresse.

Mas como fazer isso? Seguem algumas sugestões:

1. Escreva tudo que você tem para fazer. Anote (se possível, em um papel) todos os passos das próximas tarefas, pois livrará a sua cabeça da sensação de ansiedade.

2. Elimine o que está te atrapalhando. É difícil julgar exatamente o que te atrapalha, então vejam essas duas opções de atividades que podem estar na sua “To-Do list”, mas que podem ser eliminadas.

a) Hábitos que não fazem mais sentido. Você começou a assistir 1 hora de Netflix toda noite pois alguém te indicou uma série sensacional. A série acabou, mas você continua a assistir qualquer coisa que a Netflix coloca na sua frente 3 horas toda noite, mesmo que não seja interessante.

b) Atividades não-essenciais que não te trazem alegria! Por exemplo, você começou a fazer crossfit com um grupo de amigos, mas realmente não gostou. Toda vez que tem que ir é uma luta mental. Como fazer exercícios é importante, você pode mudar de academia ou começar outra atividade física. Mas é importante achar atividades que te deixam feliz porque elas servem como um carregador das nossas baterias internas, aumentando a resiliência nos momentos mais difíceis.

3. Automatize as atividades rotineira. Utilize a tecnologia a seu favor! Pode ter um “checklist” dos passos dentro de um projeto ou automatizar emails recorrentes. Essa automatização também vale para a vida pessoal. Por exemplo, eu tenho um checklist de viagem. Toda vez que vou viajar, já tenho a lista de coisas que preciso colocar na mala. Hoje tenho duas listas de viagem (salvas no celular, para não perder): uma para ir à praia e uma para lugares frios.

4. Delegar. O que for possível ser delegado para outras pessoas, delegue. Veja mais dicas nesse artigo: Para ser um grande líder, você precisa aprender a delegar (bem)

5. Inove, acelere e celebre. O objetivo não é ficar na nossa zona de conforto pois isso nos faz mal, com o tempo podemos começar a nos sentir estagnados. O ser humano precisa aprender e crescer! Nosso cérebro gosta de ser instigado!

Resumindo, libere tempo para fazer atividades que te relaxem e energizem de verdade, e cuide mais do seu próprio corpo e mente.

Torcendo para chover canivetes? É mais fácil lidar com o seu medo de falar em público.

Semana passada, apliquei um treinamento de técnicas de apresentação para uma equipe altamente técnica, que costuma trabalhar muito mais na frente do computador analisando dados do que fazendo apresentações.

Uma participante chamou muito a minha atenção. No começo do dia, pedimos para cada um escrever o seu ponto forte como apresentador. A resposta dela foi “nenhum”. Disse que torceu para chover canivetes para poder fugir do treinamento. O medo de se expor era gigantesco. Ela compartilhou que sempre buscava qualquer desculpa para não ter que se apresentar, mesmo sabendo que isso poderia ser um fator que a impediria de subir na carreira.

A grande surpresa veio na vez dela se apresentar: eloquente, simpática e segura. Foi excelente! Entretanto, a única pessoa que não aproveitou a apresentação foi ela mesma, que sofreu antes e durante a atividade.

Algumas vezes, encontramos nos treinamentos algumas pessoas com potencial incrível, mas que perdem oportunidades devido ao medo do desconhecido. E nós sabemos, superar esses medos é extremamente difícil. Precisa de muita coragem, esforço e prática para, aos poucos, sair da nossa zona de conforto.

Sei que muitos de vocês que estão lendo passam por dificuldades parecidas para falar em público, por isso deixarei algumas dicas que costumamos dar nos nossos cursos de técnicas de apresentação:

Pratique uma respiração profunda: não tem misticismo, é pura biologia. Respirar profundamente, com uma expiração mais longa que a inspiração, diminui o batimento cardíaco, o que ajuda a relaxar a mente. Faça isso antes e durante a apresentação.

Visualização positiva: já percebeu como rapidamente a sua mente começa a criar um cenário apocalíptico antes da apresentação (vai dar branco, todo mundo vai fazer perguntas que você não sabe responder, ninguém vai prestar atenção)? Combata o seu cérebro! Feche os olhos e imagine o começo da apresentação: todos estão interessados, você está falando muito bem, as pessoas fazem perguntas interessantes e você sabe as respostas! Isso ajuda a retirar as armadilhas mentais e te prepara para uma apresentação melhor.

O treinamento serve como um empurrão, mas o trabalho de evolução e desenvolvimento de verdade tem que vir da pessoa. Espero que consigam superar os seus medos e atingir todo o potencial que têm!

Se você estiver interesse em dicas sobre como elaborar uma boa apresentação leia esse artigo publicado no nosso blog: 7 perguntas para se fazer antes de preparar uma apresentação.

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